• Do Rio pra cá

Um café pra chamar de seu pelo mundo

Atualizado: 28 de Dez de 2019


A cultura dos cafés ultrapassa fronteiras francesas e vai se firmando como universal a cada dia. Todo mundo tem um café para chamar de seu pelo mundo. Passe num café e olhe em volta. Tudo está acontecendo: um namoro começa, outro termina, negócios são fechados, acordos são quebrados. Tem gente que ri, sorri, chora, cala-se ou observa tudo isso!

As nossas “globetrotters” contam aqui quais são seus cafés preferidos nas suas cidades bases pelo mundo.

1 - Em Munique, by Sonaira D'Ávila

Batento o ponto no café Cotidiano!

Todo mundo considera a Alemanha ”a terra da cerveja". Poucos sabem que a bebida mais consumida no país é o café. Quase 150 litros de café são consumidos por ano, superando o consumo de cerveja ou vinho. O café virou uma expressão da identidade nacional por aqui. Os ingleses se tornaram uma nação que bebe chá, enquanto os alemães, café.

Adoro descobrir alguns cafés simplesmente para poder perceber a vida em volta. Em Munique sou fã do Cotidiano no Glockenbachviertel que tem um Flohmarkt que amo. Ótimo café e padaria orgânico, bem localizado. Se você é daqueles que desejam fugir do centro da cidade, é só fazer uma caminhada de 10 minutos de Marienplatz e cruzar o mercado Viktualienmarkt. Toda a região perto do Cotidiano é muito badalada por seus vários cafés e bares.

O lugar é encantador, de estilo rústico despojado, sempre bem cheio. Porém, se no domingo a fila do café da manhã for grande, eles servem champanhe gratuito para você aproveitar enquanto espera. Nada mal, não?

O destaque da casa são os pães, as tortas e doces orgânicos feitos ali mesmos. Nas mesas, as geléias orgânica feitas na casa ficam dispostas junto com o açucar, o sal e a pimenta e é difícil resistir de provar.

Se você é um amante de café, peça uma taça grande. É realmente grande e quente, o que vai muito bem nos dias de inverno. Ambiente descontraído, amigável e gostoso. É o “lugar” para um brunch de Domingo!

2 - Em Londres, by Nara Vidal

Um pouquinho fora do eixo no café Basil

Escapar do lugar-comum pode trazer lá suas recompensas. A meros quarenta minutos de Charing Cross, no centro de Londres, fica a minha casa, em Kent.

Por aqui a gente encosta os dedos na História e em lugares incríveis como os penhascos brancos de Dover, o rio que viu o suicídio de Virginia Woolf, a sua casa de campo, o primeiro ninho de amor de Henrique VIII e Catarina de Aragão, a casa de Ana e Mary Bolena, a casa onde Arthur Conan Doyle deu forma ao seu Sherlock Holmes e muito mais.

Ainda assim, se História não for sua praia, você pode aparecer por essas bandas se apreciar a boa cozinha, a boa bebida. Por aqui estão as melhores vinícolas da Inglaterra, que agora competem internacionalmente com os vizinhos Franceses.

Mas, escrevo por motivos mais modestos. Por acaso, está aqui um dos meus cafés preferidos. Sou uma frequentadora de café. Escrever é o que faço da vida, e cafés são fonte de ideias. (Inspiração é palavra vulgar!)

De origem local, o café Basil tem preços atraentes e mantem uma cara sem despretensiosa casada com um charme rústico e de comida generosa. Os quiches são deliciosos e de todos os sabores. O meu preferido é o de abóbora com cogumelos. Mas a glória da minha manhã não é a mesma se não tiver o “yogurt pot” do Basil. Uma tigela de iogurte natural com compota de framboesa, frutas frescas vermelhas e uma granola que nunca vi em lugar nenhum. Aliás, parece que o ingrediente já despertou curiosidade de mais gente, já que no café, a granola virou segredo e ninguém pode saber nem como é feita e nem de onde vem.

Ontem eu passei lá com minha filha. Ela tomou um chocolate quente e eu fui de yogurt pot. Aí, abocanhei a granola.

Fiquei lá pensando: não me importa de onde vem e nem de como é feita. O que importa é que não acabe nunca!

3 - Em Los Angeles, by Larissa Vereza

O sabor do café Francês em L.A

Desde que me mudei pra Los Angeles, frequentar cafés foi apenas mais um hábito que eu acabei absorvendo dos Angelinos.

Por aqui, tomar café faz parte da rotina deles, e aonde quer que você olhe, tem alguém caminhando com o seu “to go”. Starbucks então, parece uma praga. Só na 3rd street Promenade (uma rua que engloba 4 quarteirões de lojas e restaurantes), tem 3.

Mas em Los Angeles os cafés tem também uma outra função: de servir de casa para roteiristas, atores, músicos, produtores, etc. A competição por uma mesa é ferrenha e pra todo lugar, tem um novo roteiro nascendo.

Da minha parte, uns três já nasceram desde que me mudei. O burburinho e o cheiro de café são realmente, como disse a Nara, “uma fonte de idéias”, e faço questão de me alimentar delas pelo menos uma vez por semana.

E foi em meio a essa procura pelo ambiente ideal, que achei o Le Pain Quotidien. Um oásis Francês em meio a tantos fast foods. Eu, apaixonada pela França como sou, achei meu paraíso. Lá, além de uma variedade de opções para brunch, você encontra um autêntico croissant au chocolat e um cafe au lait que te faz por um momento pensar estar em alguma esquina de Paris.

E para minha sorte, os demais roteiristas e afins ainda não descobriram esse cantinho, que agora eu chamo de meu.

4 - Na Austrália, by Ana Carolina Miranda

Café aqui na Austrália é coisa séria!

A cultura do café por aqui é diferente da nossa, já que os australianos tomam menos o café preto, e mais Cappuccinos, Flat White e Lattes que geram enormes filas nas Coffee shops todos os dias bem cedo! Os cafés costumam abrir entre 5 ou 6 horas da manhã e fecham em torno das 3 ou 5 horas da tarde. Desde que me mudei pra Gold Coast comecei a trabalhar com café. Ser "barista" por aqui é profissão muito requisitada e, ao mesmo tempo exige mais conhecimento do que eu jamais poderia imaginar.

O meu Café preferido é o Café Dbar! Ele fica no alto da ladeira com uma vista linda para praia de Duranbah e está bem pertinho das famosas ondas de Snapper Rocks.

Vale pena sentar por lá e pedir um big breakfast com café. Eu, no entanto, sempre acabo pedindo o famoso take away e vou checar as condições das ondas em Duranbah e Snapper Rocks.

5 - Em Portugual, by Úrsula Corona

O hábito do café adquiri em Lisboa

Exatamente! Nunca tive gosto por essa inclinação, mas na Terrinha esse apreço nasceu. Com sabor puro (não gosto de adoçar café tão pouco chás e sucos - tira o sabor real). Esse costume veio indireto de uma rotina: a de absorver conhecimento, de estar comigo num tempo só meu, naquele segundo de reflexão, pensamentos, leituras... Um falso silêncio barulhento, entende?

Acho que Lisboa é a cidade com mais cafés que já conheci. E foi entrando na Versailles (a daqui e não da França), um tradicional sítio (sítio quer dizer lugar), com uma arquitetura linda, com histórias que fizeram e fazem parte do cenário pensante, que a curiosidade misturada com o mito de como esse costume surgiu, aguçou dentro de mim. Foi uma identificação com algo até então distante...e...logo veio a verdadeira história dos cafés, uma viagem ao século XVIII/ XlX .

E tão próxima pelos mesmos motivos de como entrou na minha vida o hábito de procurar um bom cafezinho. Estamos sempre juntos e misturados! Não importa o tempo nem espaço. A arte e o conhecimento unem todos para uma boa prosa e café!

E o você também tem um café para chamar de seu? Qual é?

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