• Dani Paiva

Super gastrotrip em Copenhague

Atualizado: 5 de Out de 2019


Gratidão pela copa da gastronomia.

1ª vez em um 3 estrelas Michelin, 19º melhor restaurante do mundo, 6ª colocação do Brasil na Copa do Mundo.

Seguimos com a série Dani Paiva na super gastrotrip em Copenhague liderada pelo chef Brazuca Dinamarquês Simon Lau Cederholm.

Próxima parada: Geranium. E alguns superlativos.

Essa foi minha estreia na ala dos comensais ultra privilegiados que têm a oportunidade de experenciar criações dos deuses do Olimpo gastronômico.

Ah, menos, Daniela. E menos mesmo, porque aqui o hygge dinamarquês, o segredo da felicidade, não tem nada a ver com excesso. É na simplicidade autêntica, temperada com uma bela de uma ousadia, que encontra-se o regozijo.

Fomos tão bem recebidos, alimentados e acalentados pelo Geranium na fatídica noite da eliminação do Brasil da Copa do Mundo em Julho que o desastre em campo ficou em segundo plano.

Nosso grupo foi agraciado com uma sala privada do restaurante e uma vista estonteante do 8º andar do Common Gardens, no centro de Copenhagen.

Eu confesso que enquanto convivas se deleitavam com a paisagem de cobre envelhecido e grama verdinha pelos janelões de vidro, deixava-me seduzir pelos mistérios da câmera fria de embutidos e compotas.

É nos detalhes que o chef dinamarquês Rasmus Kofoed, prêmio Bocuse D’Or em 2011, é exuberante. Enquanto escrevo para vocês sobre a experiência, está ao meu lado o menu assinado por ele e que nos foi presenteado com um ‘See you soon’ e um coração.

Não à toa o coração. A sensação que trago comigo transmitida em toda a aventura é de humanidade. De humano, sabe?

A começar pelo staff que nos atendeu com excelência no equilíbrio entre o formal e o relaxado, quebrando algumas regras – não posso contar aqui por promessa e carinho.

Circulamos pelo salão, conversamos com os cozinheiros, recebemos explicações delicadas de cada prato e de harmonização.

Momento showtime: o sommelier abre a garrafa de Arbossair 2007 com ferro quente e corte perfeito, só assim a rolha antiga não interfere no sabor do vinho.

Você deve estar se perguntando o porquê de não ter falado até agora dos pratos em si. É que mais do que a máxima expressão dos sabores e ingredientes e o uso das técnicas modernas de infusões, reduções, resfriamento, condensação, concentração e o desbunde visual, o que ficou, para mim, foi essa sensação de humano.

O prato assinatura, o razor clam (marisco navalha) vem dentro de uma casquinha de mentirinha para você comer com a mão e lamber os dedos.

A beterraba concentradíssima com vieiras servida em cima de pedras é um luxo no paladar e uma homenagem às tradições locais inesquecível.

Também teve sua rendição à temporada das fantásticas e doces ervilhas do verão.

E suco de pepino, gordura de ham e ovos de caracol levemente defumados

Caminhamos por esse clima de passeio à floresta, de descobertas dos gostos, dos cheiros. Uma conexão com o tudo.

Meio viagem? Pode ser, mas que honra visitar o mundo do outro. E achar coisas lhe são familiares, ainda que em um ambiente tão estranho a você.

Eu, por exemplo, encerrei a noite desvendando um belo desenho de caveira na parede. Caveira, uma das minhas paixões, assim como a comida.

Pra você acompanharem esta minha super gastrotrip em Copenhague, tem mais Top restaurantes por aqui. Está ai um bom motivo pra você incluir a Dinamarca nos seus planos.

Quer saber mais dicas? Então siga a gente no Facebook, Instagram e Youtube. Acesse e se divirta com as nossas histórias.

#Geranium #DanielaPaiva #3estrelasMichelin #Ondecomer #Dicas #Seulugar #Dinamarca

14 visualizações

siga!

  • Facebook - White Circle
  • Instagram - White Circle
  • YouTube - White Circle