• Do Rio pra cá

5 erros na hora de decidir morar fora do Brasil


Atualmente vejo um êxodo enorme de muitos amigos meus extremamente insatisfeitos com o momento do Brasil. E isso me levou a pensar no quão perigosa pode ser decidir morar fora do Brasil de maneira apressada, num momento onde a emoção pode estar falando muito mais alto do que a própria razão.

Mudar-se para outro país não pode ser uma fuga do seu país atual. Afinal você não deseja embarcar na marcha de refugiados pelo mundos. A mudança tem que estar afinada com um propósito, uma razão para você se tornar um imigrante.

Refletindo sobre tudo isso, resolvi destacar possíveis erros, segundo minhas experiências e minha percepção.

Mais do que um simples conselho, acredito que a premissa é entender que não existe país perfeito. Nem uma cultura perfeita ou uma sociedade perfeita. Por mais que estejamos estafados de conhecer na prática os problemas do Brasil, isso não pode nos cegar diante do fato de que qualquer cidade, terá também seus problemas. Alguns menores, outros maiores do que encontramos atualmente no Brasil. Tudo vai depender do que você está disposto ou não a lidar.

Por isso é de suma importância sondar e conversar com pessoas locais que residem no local de destino pensado, porque muitas vezes o que o turista vê pode ser completamente diferente da realidade.

O que vemos de fotos e lemos em artigos de revistas de turismo está embasado num experiencia muito especifica: a de turistar. O que não tem nada a ver com a experiencia de residir e trabalhar neste mesmo lugar. Por haver nascido e morado a maior parte da minha vida no Rio de Janeiro, uma das cidades mais turísticas do mundo, sempre fui invejada por turistas de fora e questionada sobre a cidade em si. E minha resposta sempre foi a mesma: o Rio é efetivamente uma das cidades mais lindas do planeta para conhecer e turistar, mas para morar… nem tanto.

Tendo em mente todas essas questões, agrego à esse texto possíveis 5 erros que podem ocorrer nessa pesquisa de busca de residência fora do Brasil:

1- Não saber o básico do idioma local

Particularmente aprendi espanhol e inglês de verdade quando tive a oportunidade de morar, de estar imersa na cultura local. A necessidade diária de comunicação num novo idioma força o cérebro a memorizar melhor e de maneira diferente conjugações, vocabulários e principalmente as gírias. Mas nada disso invalida o que aprendi de básico quando ainda morava no Brasil e sendo muito sincera, fez toda a diferença. Então sugiro que você tenha em mente que não precisa falar fluente, mas que o “basicão” vai te ajudar MUITO para esse inicio de vida nova, ainda mais se você ainda não fez amigos locais.

2- Burocracia de documentos + Trabalho local

Muitos acham que o “jeitinho brasileiro” funciona em qualquer lugar, mas isso não acontece em qualquer país. Independente do seu grau de escolaridade, é certo que o sub-emprego ou o trabalho informal podem salvar a lavoura e ate mesmo garantir as contas pagas. Mas o ideal e mais garantido é sair do Brasil já com um visto de trabalho, ou documento de cidadania que te permita trabalhar formalmente no futuro. Enviar curriculum à empresas locais, contactar possíveis empregadores antes de viajar continua sendo o mais seguro a se fazer.

3- Não pesquisar profundamente custos de vida e economia do país de destino

O ideal é entrar em sites locais e pesquisar valores de aluguel, conversar com locais sobre valores de média dos custos básicos mensais (pacotes de celular, água, luz, valor de transporte público, supermercado) e possível inflação que possa estar ocorrendo no local (o que pode impactar diretamente no seu gasto diário).

4- Clima predominante do local escolhido

Parece frescura, mas não é. Dependendo de que parte do Brasil você é, pode ser que sua tolerância ao frio ou ao calor extremo te façam mais ou menos feliz no seu novo endereço. Eu por exemplo, carioca acostumada com o calor passei muita dificuldade no primeiro ano morando no Mexico, onde no inverno a temperatura chega a 0 graus. Acordar cedo para trabalhar, sair na rua para algum compromisso se tornava realmente difícil com um nível de frio que meu corpo não estava acostumado, por mais casacos que eu colocasse. Até meu humor nos dias muito frios me levavam a um lugar de reclusão e depressão.

5 - Não pensar a longo prazo

A mudança tem que fazer sentido dentro de um planejamento a longo prazo e, mais do que isto, tem que ser feita de forma planejada, organizada e sem desprezar diversos fatores. É preciso avaliar as suas razões e pesar os riscos. Independente se voce esta indo como estudante ou em busca diretamente de trabalho, o custo financeiro de uma mudança exige esforço, energia e não é tao baixo. Visto, plano de saúde, o quanto de malas e bagagem extra você vai levar, dinheiro para imprevistos nos primeiros meses, onde instalalar-se, aluguel adiantado, busca de fiador… enfim.. uma série de custos que eu prefiro chamar de investimento. Tudo têm de ser avaliados e certificados de que valerá a pena no final das contas.

Uma decisão passional ou precipitada pesaria muito no seu bolso e isso eu te asseguro com toda a certeza.

Morar em outro país é uma oportunidade única de viver em outra cultura e se repensar através dela. Crescer como pessoa e como profissional. Eu provei, aprovei e recomendo! Mas não levar em conta os itens listados é embarcar nos erros na hora de decidir morar fora do Brasil e se frustar.

Além do mais.. costumo dizer que o mundo é grande e a vida curta demais para morar apenas numa única cidade, num único país.

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#HylkaMaria #MorarFora #México

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