• Sonaira D'Ávila

Tóquio, um roteiro de 6 dias para começar

Atualizado: 5 de Out de 2019


O Japão era um sonho que nos demos de presente este ano como falei no post anterior. Chegar aqui requer alguns planos e no nosso caso vontade de concilar trabalho e turismo, passado e futuro. Curiosa que sou, queria conhecer coisas distintas. Marido queria rever amigos e lugares e pra mim era tudo novo.

Nossa viagem de 11 dias começou por Tóquio, num roteiro de 6 dias que foi sendo montado de véspera, tínhamos um pré estudo de atrações e vontades. Mas dependíamos das confirmações de agendas de trabalho.

Então nos deixamos levar e com um pré roteiro na mão fomos vendo o que conseguíamos fazer.

Pois bem, chegamos em Tóquio!

Tai uma cidade que faz jus a todos os superlativos. Eletrizante, autêntica, tradicional, pop. São tantas cidades dentro de uma só formada pelos 23 bairros especiais. É a meca da tecnologia, inovação, tradições marcantes, gastronomia, arte, arquitetura, com museus e shoppings centers por toda parte que tem regrinhas básicas de convíveo .

Roteiro Tóquio

Dia 1 , Tóquio | Chegamos

Desembarcamos em Haneda, em Tóquio e seguimos de trem e malas para nosso primeiro hotel em Azakusa, bem próximo a Tokyo Skytree, um dos muitos lugares para se ver Tóquio de cima, só que esta é a maior torre do Japão e a segunda maior do mundo.

Nosso hotel- APA Hotel Asakusa Tawaramachi,e como nosso check-in só era a partir dàs 15h , fomos comer num restaurante local de Udon ( macarão) e dar uma volta no bairro. Foi a primeira vez que provei macarrão gelado com tempura.

Muita informação e mundos paralelos convivem juntos hoje em Tokio. Tóquio (東京, Tōkyō) é a capital do Japão e a metrópole mais populosa do mundo com 40 milhões de pessoas e conhecida antes de 1868, por Edo. Uma cidade monumental, extremamente segura, limpa e silenciosa.

Depois de instados e banho tomado, saímos só eu e marido para minha primeira visita obrigatória na capital japonesa, o mais antigo templo budista daqui, Sensõ-ji, no mesmo bairro do nosso hotel em Asakusa. Comecei minha trip por aqui no dia de finados no ocidente e estávamos ali reverenciando Kannon. A deusa Kannon , da Misericórdia, é uma das divindades mais populares no panteão budista desde que chegou no final do século VI no Japão.

O nome Kannon é uma forma curta de 'Kanzeon' e consiste nos caracteres kan 觀para "olhar, dar uma olhada em algo", ou "intuição, ver" e "som " juntos que significa "perceber os sons (ou orações) do mundo"-Ouvir as orações e gritos das pessoas que vivem na terra e ajudá-las a encontrar a salvação. Como muitas pessoas buscam conforto e felicidade nela, ela é uma das figuras mais reverenciadas do Budismo. Algo equivalente como a virgem Maria nossa. Gosto disso!

Já estava escurecendo e um mundo de pessoas passeava por ali. Saímos para jantar com os amigos num restaurante ali perto do templo.

Cada refeição nossa estes dias foi uma descoberta. Não me perguntem os nomes dos pratos, juro que não sei.

Capotamos no hotel ( no nosso quarto minúsculo, como a maioria do Japão) antes das 23h.

Dia 2, Tóquio | Senso-ji

No segundo dia em Tóquio, acordamos cedo, antes das 6h da manhã. Queríamos ver o templo budista Sensõ-ji com mais calma e fomos andando uns 15 minutos para chegar antes da multidão de visitantes ( Sensõ-ji tá no Google Maps e com uma avaliação minha em português). Conseguimos aproveitar bem e quando as excursões estavam chegando, já estávamos voltando ao hotel para tomar café da manhã.

Nos arrumamos e partimos para o nosso evento. Muito emocionante a admiração e o respeito que este povo tem pelo que admira. E no final fomos convidados para um belo jantar.

Digo belo, por que a comida japonesa é linda de ver, mesmo que eu não seja adepta dos peixes crus e o jantar tenha sido basicamente Sashimi. Ok, terminei a noite numa loja de conveniência comprando um sanduíche, mas não vem ao caso. Não briquem comigo, tá?

Dia 3, Tóquio | Ginza

No terceiro dia começamos tomando café da manhã numa padaria francesa. Os japoneses fazem os melhores croissants que já comi. E depois fomos para o um dos mais caros bairrosdo mundo-o sofisticado Ginza . É em Ginza que se encontram diversas grifes e lojas exclusivas. Demos uma parada só para olhar na Bic Camera uma super loja de eletrônicos de enlouquecer. E na Itoya , são 12 andares com tudo e mais um pouco para quem esta disposto a pagar numa papelaria de luxo. Caminhamos até o shopping Kitte que tem uma excelente mostra de lojas de design japonês e subimos para o terraço para ver a Estação Tóquio/Tokyo Station. Depois seguimos para jantar e mais uma experiência. Tóquio tem uma infinidade de opções de lojas e produtos. Literalmente dá para se perder nas lojas e passar a viagem por ali.

Quando a capital do país mudou de Kyoto para Tóquio, em 1590, essa região era um pântano. Com o passar do tempo, foi sendo urbanizada e passou a congregar muitos comerciantes. Pelo fato de ter abrigado uma oficina de cunhagem de prata foi dado o nome de Ginza que significa “lugar de prata”. Hoje, o bairro é um dos cartões-postais da cidade com letreiros enormes e mega chamativos que sinalizam galerias, lojas de departamento e grifes famosas.

Dia 4, Tóquio, | Akihabara, santuário Meiji, Takeshita, Roppongi Hills

Nosso quarto dia em Tóquio começou pelo bairro de Akihabara, eu queria ver o encontro de cosplayers que se reúnem no domingo na Chuo Dori ( mas não teve este dia, snif)ecentenas de lojas de produtos eletrônicos e games.

Demos um giro para ver a galera que se amontoava em filas para entrar nas lojas , marido não estava muito animado com este programa ( confesso que eu queria entrar e jogar) e seguimos para o Yoyogi Park, em Shibuya.

É la que fica o santuário Meiji, ou Meiji Jingu Shrine, um templo xintoísta em que aos sábados e domingos se pode assistir um pouco das cerimônias de casamento e para nossa sorte vimos 2.

Tinham muitas crianças acompanhadas de pais e avós , e estavam vestidas com trajes tradicionais (incluindo kimono e hakama).

Era o início das comemorações do Shichi-go-san (Seve-cinco-três), um festival para crianças no Japão que atingem uma certa idade (três e cinco para meninos, três e sete para meninas). Acontece até o dia 15 de novembro de cada ano. No templo elas são rezadas em gratidão pela felicidade passada e pela saúde e segurança futura. Lindinhas!!!

Participamos do ritual no templo principal, jogando moedas em uma caixa a frente, depois batendo palmas duas vezes e se curvando antes de iniciar a oração. E de quebra assistimos aos casamentos!

Depois de compramos uma tábua votiva e colocamos a oração por lá, saímos andando e paramos no museu Õta memorial museum of art para ver a exposição , e acabamos seguindo o fluxo até Harajuku. Os jovens aqui fazem a festa fugindo do convencional, inventando moda.E como inventam...

Mas é na rua Takeshita, super mega lotada, que o point dos adolescentes vira atração turística. Encaramos o movimento subindo pela esquerda e descendo pela direita. Não se esquecendo da mão inglesa aqui no Japão.

A sensação por lá é um algodão doce gigante que rende milhões de selfies. Imagina a fila...

De lá seguimos para o Roppongi Hills, um complexo com prédios comerciais e lojas onde fica a aranha Maman, da artista Louise Bourgeois. Como a área é um conjunto de prédios, eles forma uma rede e esta é a ideia da aranha. Habitar a net.

No alto do principal prédio do complexo, a Mori Tower (uma das mais altas da cidade), fica o Mori Art Museum, no alto onde está o Tokyo City View também, o observatório colado na exposição. Compramos o ticket que dá direito ao museu e a vista 360º.

Ver Tóquio de cima é tão impactante quanto andar por ai. E vimos a exposição sobre Fujiko Fujio a lenda viva da cultura de mangá do Japão.

Agenda bem eclética a nossa, né? Pois o Japão tem disso, muitos mundos para se explorar.

Descemos e fomos jantar num restaurante local de gyoza e ramen ali perto. Só ai nos demos conta que não almoçamos e estávamos famintos. E rumamos pro hotel exaustos.

Dia 5,Tóquio |Odaiba e Mori Building Art Museum

No quinto dia acordamos mais tarde e saímos já com os tickets comprados, rumo a Odaiba a ilha artificial moderna e jovem, um dos lugares preferidos dos jovens que curtem a Baía de Tóquiocom tanta atração interessante, além dos museus, parques e shoppings. Para aproveitar tudo por lá é preciso mais de um dia.

Adoraria ter atravessado a pé a ponte, mas isso demanda mais tempo então seguimos de trem no monotrilho que segue pela Ponte do Arco Íris (Rainbow Bridge), até Odaiba.

A vista é linda. Adoro viajar na frente do trem, dá para ir vendo de cima a cidade. Nosso destino tinha um endereço certo e só conseguimos ver de longe a réplica da Estátua da Liberdadeconstruída para comemorar o “Ano da França no Japão”, o prédio da Fuji TV, e a atração mais badalada de Tóquio do ano passado: a estátua do robô gigante Gundam. Robôs gigantes fazem parte da cultura popular japonesa e esta réplica de RX-0 Unicorn Gundam, da série de light novels e mangás e fica no shopping Diver City, tem quase 20 metros. Não tivemos tempo de passear pelo Odaiba Seaside Park, um parque à beira da Baía de Tóquio, com uma vista da baia de Tóquio. De lá saem os water bus e os Himiko e Hotaluna, barcosfuturistas produzidos pelo mestre de anime Leiji Matsumoto. Os barcos fazem diversos itinerários. Quem sabe numa próxima?

Estávamos focados. Atravessamos o Venus Fort Shoppinge a Toyota Mega-Web para ir direto ao Mori Building Art Museu que fica ao ladoda colorida roda gigante, Daikanransha de 115 metros de altura.

Ingressos na mão e 1 hora de fila, o novo museu de arte digital que abriu em Junho estava na minha lista para minha primeira visita ao Japão. TeamLab Borderless não apenas permite que os visitantes admirem o que está em exibição no espaço de 10.000 metros quadrados, como nos convida a sermos parte das obras de arte, interagindo com cada exposição. Comandada por e mais de 400 super projetores 520 computadores O Mori Building Digital Art Museum: O Epson teamLab Borderless Tokyo é o primeiro museu de arte digital do mundo. Ele contém obras de arte exclusivas do grupo de trabalho japonês teamLab, que foram exibidas no mundo e agora têm um lar permanente. E tem texto meu só sobre ele aqui.

Arte imersiva e interativa é muito melhor que qualquer jogo de computador. São mais de 50 instalações inteligentes que interagem sensorialmente com o público . Ficamos 7 horas lá dentro. Viciei!!!!

Depois de almoçar/jantar no Venus Fort Shopping ( já que ficamos imersos no Mori sem pausa de almoço) fomos direto para o hotel, pois tínhamos que fechar uma mala para seguirmos viagem a Kyoto no dia seguinte. Como só tínhamos 2 dias , levamos uma mala pequena e uma mochila e despachamos as outras para o próximo hotel que ficamos no retorno à Tóquio. E enfim conseguimos relaxar no Onsen do próprio hotel e dormimos rápido.

Tóquio, dia 6 | Kanazawa e Kyoto

O Sexto dia começou bem cedo com café na rua, na estação de trem. Os “rapazes” tinham uma reunião de trabalho em Kanazawa. Como desde que eu cheguei, queria ir ver o mar de perto, fui junto. E eu tive um pouco mais de 2 horas para ir até a reserva Marinha, cheguei a levar bikini, mas começou a chover e eu fiquei ali olhando a Baía, a molhei as mãos no mar e fiquei ali vendo a chuva cair. Ai, o cheiro de mar! Nossa como me faz falta! Voltei feliz para encontrar o meu time e de lá fomos direto pegar o Shinkansen.

Chovia muito em Tóquio e nós, com nossos Bento box, embarcamos rumo ao coração espiritual do Japão, a cidade dos 2000 templos e santuários. No próximo post, conto como foi em Kyoto. E vai ter um pouco mais de Tóquio, para complementar este roteiro de 6 dias, já que nós voltamos para mais dois dias antes de embarcar.

No próximo post, conto como foi em Kyoto. E vai ter um pouco mais de Tóquio, já que nós voltamos para mais dois dias antes de embarcar.

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#SonairaDÁvila #Japão #Seulugar #Tóquio #Dicas

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