• Sonaira D'Ávila

Descobrindo Kyoto, a cidade dos templos

Atualizado: 5 de Out de 2019


Sabe aquele lugar em que os templos são mais do que um monumento e suas atmosferas transcendem as palavras? Onde as gueixas são mais do que um mito, são um personagem urbano que os turistas “caçam” para fotos? Onde alugar um kimono e sair pela cidade é um dos programas mais procurados por jovens chinesas? Sabe onde o Japão antigo é um presente.? Se não sabe, você tem que descobrir Kyoto, a cidade dos templos.

O coração espiritual do Japão Kyoto é uma cidade de cerca de 3000 templos e santuários budistas e xintoístas, sendo 16 registrados como Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Kyoto é uma cidade de verdadeiras obras-primas da arquitetura religiosa, como o cartão postal Kinkaku-ji (o famoso Pavilhão Dourado) e os impactantes portais vermelhos de Fushimi Inari. Uma viagem para os sentidos. E que minha primeira vez no Japão, não poderia deixar de fora mesmo tendo só dois dias para isso.

Uma cidade de artesãos, samurais, gueixas e muita história

A tradição e raízes são as marcas que revelam a importância de uma capital cultural do país, e que contrasta com um Japão futurista e moderno que vi em Tokyo . De geração em geração, muitas artes e artesanatos tradicionais são mantidos vivos pelos artistas, basta se aventurar pelas ruas do centro, passando pelo histórico bairro de Gion e observar.

Kyoto, a cidade do Japão 'clássico' (das gueixas e templos) onde o tempo tem outro ritmo e nossa viagem começou de uma maneira muito moderna no icônico shinkansen, ( que foi o motivo da nossa viagem ), o trem-bala japonês.

O shinkansen que nos levou a Kyoto

Saimos de Tókio e 90 minutos depois, fomos transportados para uma terra diferente, bem distinta da capital que passamos quase 6 dias deste roteiro de 11 dias pelo Japão, como conto aqui.

A estação de trem de Kyoto é uma atração a parte, um edifício imenso de metal e vidro, com um mundo de possibilidade nele e é bem fácil de se perder, mesmo com a ajuda do super Google Maps. Chegamos e fomos direto para o nosso Hotel Resol Kyoto Shijo Muromachi, deixamos as mochilas e saímos para desbavrar a cidade antes que a ótima cama nos chamasse e não resistíssemos a tentação.

O singular modo de vida japonês

Nossos dois amigos seguiram para reuniões de trabalho em outras cidade e eu e marido começamos explorar Kyoto por Gion- o bairro das gueixas. Era o final do nosso sexto dia. Estávamos cansados mas animados para dar um passeio noturno pelas ruas cheias de restaurantes e casas de chá tradicionais do século XVII, iluminados por lanternas.

Foi ali que vi uma única gueixa parada no sinal, do lado de um homem de terno e gravata, na minha frente quando estávamos atravessando para ver o Santuáro xintoísta Yasaka-jinja, um templo com mais de 1.000 anos de história que fica no final da rua principal do bairro- a Shijo Dori.

Os turistas costumam visitar esta área para fotografar gueixas. Deve ser um transtorno tão grande que até existe placa de sinalização nas ruas, para não perturbar as coitadas. Selfies também são proibidos bem como sentar, comer, beber, jogar lixo e fumar nas ruas.

Depois de vagarmos pelo Santuário Yasaka-jinja, voltamos para dar uma olhada no bairro e partimos para jantar perto do hotel, estávamos muito cansados e só queríamos cama. Mas fomos surpreendidos por um delicado mini tempura e um bom papo.

Dia 7, Kyoto- Dia dos templos top de Kyoto e a difícil tarefa de escolher apenas 4

Praticamente eu e marido só tínhamos o 1 dia inteiro livre em Kyoto, o que realmente é bem pouco. Com 3.000 templos espalhados pela cidade escolher 4 é um desafio. Queríamos aproveitar sem pressa cada um dos templos que selecionamos: Fushimi Inari , Sanjunsangen do , Kinkaku-ji , Ginkakuji .

Foi bem democrático, eu escolhi dois e ele queria rever dois. Começamos este sétimo dia pelos "meus" templos que ficavam mais afastados. Nossa maratona começou às 6 h e terminou às 18h sem pausa para almoço. Saímos antes do café da manhã rumo ao Santuáro Fushimi Inari, um lugar único e super famoso, então resolvemos madrugar. E não nos arrependemos...

SANTUÁRIO FUSHIMI INARI

Saimos de Kyoto no trem JR Nara e meia hora depois chegamos no santuário xintoísta do século VIII, dedicados a Inari, divindade do arroz e do saquê é um dos mais populares do Japão. Resolvemos, mesmo cansados, chegar cedo e ter, pelo menos, uma hora do Fushimi Inari com os seus torii só pra gente ( quase).

O Santuário Fushimi Inari é o principal santuário Inari do Japão, todo dedicado aos negócios. Os primeiros edifícios foram concluídos em 711 CE e, em seguida, transferidos para a localização atual no século seguinte. É famoso por sua fileira de portões de torii. A entrada é livre e não fecha.

Ao chegar no santuário a gente vê centenas de raposas de pedra. A raposa é considerada a mensageira de Inari, a deusa dos cereais, e as raposas de pedra também são chamadas de Inari. Algumas estátuas, tem na boca da raposa, uma chave que é para o celeiro de arroz.

Imagine a cena: uma infinidade de Toris vermelhos , alinhados em corredores de +- 4Km na encosta do morro . São imagens impressionantes e mais um dos cartões-postais de Kyoto.

Absolutamente fantástico e cenográfico. Realmente é um templo instagramável como me disseram.

É uma loucura e nós fizemos muiiiitas fotos e vídeos. O difícil é escolher apenas algumas.Vá preparado com bateria e cartão de memória extra. É com certeza, um dos lugares estimulantes da minha viagem e assim como o Mori Buiding DIGITAL ART MUSEUM em Tóquio, são memoráveis.

As arcadas aparentemente infinitas de vermilion torii (portais de santuário) foram doadas por comerciantes que tem suas inscrições neles e estão espalhados numa floresta na montanha. Todo o complexo, composto por cinco santuários, se estende pelas encostas arborizadas de Inari-san. Um caminho que serpenteia 4 km acima da montanha e está conectado com dezenas de sub-santuários, um mundo próprio.

É, uma das experiências memoráveis de Kyoto. Duvido que você vá se esquecer.

Mas madrugue e chegue antes da multidão de visitantes que podem acabar com o passeio. Os corredores de Torri são estreitos e muita gente de ser um pesadelo.

TEMPLO SANJUSANGEN-DO Saimos de Inari de trem por volta das 10:30h quando começou a ficar bem lotado, seguimos até a estação Shichijo Station próxima do Templo Sanjusangen-do e paramos numa padaria local para comprar sanduíches, pois ainda estávamos em jejum.

Antes de entrar no Tempo, fizemos nossa pausa e comemos nosso pequeno lanche. Não se pode comer nas ruas ou parques, mas aqui tinha um espaço reservado e como não havia ninguém, comemos sem problemas. Mas é importante sempre verificar as regras locais para não se ter problemas., como comentei aqui

A vantagem que este é um templo não muito explorado pelos turistas e bem mais tranquilo que os outros. Mas não se engane, este é o principal templo budista de Kyoto e frequentado pela população local. Esqueça as milhares de fotos e vídeos, como as feitas antes, neste templo não se pode fotografar. Aqui a taxa de entrada é 600 ienes. As taxas de entrada dos templos varia de 300 a 600 yenes. E, em geral, abrem das 8 às 17 horas (última admissão às 16h30).

O nome Sanjusangen-do significa "um salão de 33 intervalos" e foi fundado em 1164 dC. (o atual edifício foi reconstruído em 1266 após um incêndio que destruiu uma parte do original) pelo imperador que era um devoto do Kannon Bodhisattva. O 33 vem da crença de que o Kannon Bodhisattva salva a humanidade ao se disfarçar de 33 figuras diferentes. A arquitetura do edifício sustenta o longo salão principal do Templo é a estrutura de madeira mais longa do Japão com120 metros eabriga 1.001 estátuas esculpidas a mão no altar, com os 33 intervalos.

Tai um dos templos mais impactantes do mundo.

Imagem de acervo do Templo Sanjusangen-do

Ao entrar no templo descalço, caminhando até o salão central se tem a visão da 1000 imagens de Kanoon de pé de dimensões humanas e Sahasrabhuja-arya-avalokiteśvara,a Kannon de Mil Braços sentada que é um dos Tesouros Nacionais do Japão e foi pelo escultor Kamakura Tankei aos 82 anos de idade. Todas esculpidas a mão entre o séculos 12 e 13.

Ela é chamada também de Senju Kannon ou simplesmente Kannon.

Imagem de acervo do Templo Sanjusangen-do

Das 1.000 estátuas de Kannon, 124 estátuas são do templo original de 1164, resgatadas do fogo de 1249, o restantes das 876 estátuas foram reconstruídas. Contam que a deusa tem 11 cabeças , sendo o topo dela uma miniatura de Buddah, para melhor testemunhar o sofrimento dos humanos e 1.000 braços para melhor ajudá-los a combater o sofrimento mas as esculturas tem apenas 42 braços. Dizem que é necessário subtrair os dois braços regulares e multiplicar pelos 25 planos de existência para obter o total de mil.

As estátuas são feitas de ciprestes japoneses com folhas de ouro e estão colocadas metade do lado direito e do esquerdo da estátua principal, alinhadas em 10 fileiras e 50 colunas.

Imagem de acervo do Templo Sanjusangen-do

Ao redor delas estão 28 estátuas de divindades guardiãs, bem como estátuas dos deuses do Trovão e do Vento.

Kannon é a deusa da misericórdia que escuta os lamentos de todos os seres. Ela está para a Oriente assim como Maria está para o Ocidente. Ela é um bodhisattva - um ser que adia a entrada no nirvana para salvar todas as almas que ainda sofrem no mundo.

ESTONTEANTE, é a palavra. Algo que vai ficar na mente e no coração já que não pode ser fotografado.

As imagens 3 internas aqui em cima são do próprio Templo Sanjusangendo. As outra todas são minhas.

A energia daqui é tão mágica que resolvemos comprar o nosso goshuin-cho, o livro para coletar shuins (carimbos) em cada templo que formos visitar e são vendidos neles (turistas e religiosos usam). Foi nosso melhor presente desta viagem e com um significado todo especial: compramos o livro em branco e, em frente a Kannon sentada, os monges carimbaram e assinaram. Inesquecível. Vale dizer que cada templo tem seu próprio selo (e os shuins custam cerca de 500 yens cada em dinheiro).

Foi em Sanjusangen-do que compramos os nossos “omamori" , (amuletos feitos com pedaços de papel onde aparece o nome de uma divindade ou uma oração, eles tem diversos fins- Sorte, proteção, prosperidade, felicidade, etc...)

Sanjūsangen-dō é para mim um dos mais impressionantes de todos os templos em Kyoto, com suas mil estátuas em tamanho natural de Kannon, a deusa budista da misericórdia (na verdade, um bodhisattva - um ser que adia a entrada no nirvana para salvar todas as almas que ainda sofrem no mundo.)

O Templo Sanjūsangen-dō fica em Higashiyama, repleta de templos magníficos.

O Museu Nacional de Kyoto da era Meiji fica do outro lado da rua. Saimos do Sanjūsangen-dō um pouco depois dàs 13h e como nosso tempo era curto ( o templos fecham às 17h), seguimos para o próximo.

Mas quem estiver por aqui com mais tempo, aproveite para explorar mais esta área. Acima da rua fica o templo de Chishakuin. Foi criado em 1598 e tem algumas pinturas incríveis, dizem. Ainda bem perto fica o Templo Zen Tofuku-ji fundado em 1236, um enorme complexo rodeado por uma floresta e dizem ser inesquecível no Outono. E logo a frente fica o Templo Kiyomizu-dera.

Seguimos de ônibus para poder ver um pouco da cidade, numa rota que passa por diversos templos e atrações e desembarcamos no Ginkakuji , nosso próximo destino.

TEMPLO GINKAKUJI

O templo zen-budista Ginkaku-ji é uma dos principais atrações de Kyoto. O templo de 1482 que significa literalmente "Pavilhão de Prata". Porém com a morte do shogun Yoshimasa , neto de Yoshimitsu, não foi possível cobrir o edifício com prata.

Aqui o destaque fica por conta do jardim de areia branca e o parque ao redor com altos pinheiros e um lago em frente ao templo. Um caminho leva à colina através das árvores. Do alto da trilha você tem a visão de todo o templo com e ao fundo Kyoto.

Ginkaku-ji é um dos locais mais populares da cidade, e é quase sempre muito lotado, especialmente durante o outono e a primavera. Chegue realmente cedo ou um pouco antes de fechar.

Eu aproveite a beleza das folhagens avermelhando, em dias lindos de Outono.

TEMPLO DE KINKAKU-JI Do Pavilhão de Prata pegamos um táxi até o Kinkaku-ji -- uma corrida de cerca de de 2.000 yens para chegar no nosso último templo antes que fechasse. Conseguimos entrar praticamente num dos últimos grupos.

O "Pavilhão Dourado" de Kyoto, o templo zen budista Kinkaku-ji, é o ponto turístico mais conhecido do Japão e um dos principais cartões postais de Kyoto. A visita aqui é orientada num caminho de mão única em que não se pode demorar muito, sempre muito congestionado.Cada um de seus andares todo Pavilhão Dourado tem um estilo arquitetônico distinto, e os dois últimos são inteiramente cobertos por folhas de ouro. O templo data de 1408 e tem uma trilha que rodeia o lago e passa atrás do pavilhão, seguimos o fluxo de pessoas, contornamos o templo, atravessamos o jardim e subimos a colina atrás até a saída onde está a loja, perto da entrada do templo.

Não é possível entrar no templo, apenas admirá-lo, coberto de folhas de ouro brilhante, refletindo acima de seu lago reúne uma horda de turistas ao seu redor. Mas nada que abale a visita que pode ser feita em qualquer dia do ano.

O edifício original data de 1397 e era uma casa de repouso para o shogun Ashikaga Yoshimitsu. Foi convertido em um templo por seu filho.

As "costas" do Pavilhão Dourado

É Patrimônio Cultural da Humanidadedesde 1994. É melhor ir no início do dia ou antes de fechar às 17h, e preferencialmente em um dia de semana para evitar uma superlotação. Lá só se pode andar no sentido orientado, sem voltar, mas se você ainda desejar aquele reprise, o ingresso te dá direito a uma reentrada.

Dia 8-kyoto- dia de muitas emoções

Começamos o oitavo dia nós 4, com um tour especial no Kyoto Railway Museum, Museu Ferroviário de Quioto que abriu em abril 2016. São três andares em uma área de 30.000 metros quadrados e tem 53 trens aposentados, desde locomotivas a vapor até trens elétricos e o primeiro modelo do shinkansen.

O primeiro shinkansen

O museu tem uma variedade de exposições interativas onde os visitantes podem realizar as tarefas de um trem ou dirigir um simulador de trem. Encerramos nossa visita subindo para o segundo andar no deck de onde observamos uma parte da cidade e os trens que passaram ao longo da linha.

Seguimos e fomos almoçar num restaurente de Tempura. Eu estava louca para comer Tempura e descobrir a diferença. Que delícia delicada com vários cursos. Eu já tinha comido Tempura no Brasil, mas aqui ainda não. Adorei. Descobri que é uma refeiçao de mulheres ( pois demanda mais tempo).

De lá, marido e amigos seguiram para um reunião e eu fiquei sozinha pela primeira vez por aqui.

Como eu tinha umas 4 horas, resolvi visitar mais um templo. Sai da estão de ônibus e em 15 minutos estava eu começando a subir para ele. São uns 10 minutosde caminhada se você não se perder olhando as lojinhas do caminho.

Free photo Pixabay do Templo que está coberto e em reforma até 2020

TEMPLO KIYOMIZU-DERA Kiyomizu-dera em Kyoto, o Templo budista do ano 798, da água sagrada é o segundo mais antigo de Kyoto. Protegido pela UNESCO, concorreu em 2007 como uma das Novas Maravilhas do Mundo Moderno .Localizado no alto, na encosta de uma montanha é um dos templos mais populares e mais agradáveis ​​de Kyoto, um dos marcos mais famosos da cidade (por isso, pode ficar muito lotado durante a primavera e o outono). Lá do alto dá pra ver a cidade de Kyoto e eu vi o Outono começando a colorir a floresta de vermelho.

O Hondō (Main Hall) está em reforma até 2020 e tem uma enorme varanda que é suportada por pilares e se projeta sobre a encosta. Não consegui uma boa foto, pois está todo coberto.

Pegando água da cascata no Kiyomizu Dera

Logo abaixo fica a cachoeira Otowa-no-taki, onde os visitantes bebem águas sagradas que se acredita que conferem saúde e longevidade. Em torno do Hall principal ficam outros salões e santuários.

O mais popular é Jishu-jinja, o santuário acima do salão principal, onde os visitantes tentam garantir o sucesso no amor e milhares de mulheres vestidas de quimono vão fazer suas orações a divindade do amor Okuninushi e tentar encontrar a pedra do amor de olhos fechados.

Este é o Templo que fica aberto até mais tarde , fecha 18:00 horas. Sai dali direto para encontrar os rapazes na estação de trem e seguimos de volta para Tókio.

Chegamos por volta dàs 20h no hotel em Roppongi e nossa malas estavam lá nos esperando. Quando saimos de Tóquio, despachamos elas para o próximo hotel e embarcamos para Kyoto só com uma mochila cada. 21h estavamos jantando no ótimo ramen perto do hotel. Nem preciso dizer que apagamos na cama em seguida.

Dia 9, Tóquio, Shibuya crossing e despedida

Quem vai a Tóquio e não atravessa o famoso cruzamento em Shibuya, o maior do mundo, não visitou a cidade. É um espetáculo assistir 2.500 pessoas atravessando simultaneamentesuas dez faixas. Shinjuku é um distrito de negócios em uma das zonas mais frenéticas da cidade mais populosa do mundo. No nono dia desembarquei na estação de metro mais movimentada de todo o país. Parce loucura, mas tive que ir até lá e conferir. Neste dia, todos tinham algumas reuniões e eu estava bem cansada, então reduzi o ritmo e fui dar uma volta ( e me perdi).

Levei mais tempo para me localizar do que costumo. Tudo bem se você não tem compromisso, mas quando se tem um compromisso no Japão a coisa é séria. Os japoneses são tão pontuais que chegam antes do compromisso para não atrasar.

Choveu um pouco este dia e eu fiquei de encontrar os rapazes e marido depois das minhas andanças. Minha sorte é que mesmo atrasada a reunião de trabalho se estendeu e ai quem teve de esperar fui eu. Era um jantar importante no bairro de Ginza e nossa despedida com uma equipe de 17 pessoas.

Washoku termo japonês que significa culinária japonesa e com um significado bem maior que isso que lhe rendeu o título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.

Uma experiência delicada e cenográfica. São pequenas obras de arte para se apreciar com calma, um ritual. Se usa pouco sal e condimentos por aqui no Japão e eu tive a honra de degustar algumas das infinitas possibilidades desta culinária tão especial. E lá estávamos nós...

...num rodízio de diversos pratos. Confesso pra vocês que Somen, macarrão gelado , não está na lista dos meus preferidos. Eu sei, parace frescura, mas também não como nada de carne crus, nem peixe. Então adorei as florzinhas e voltei mais magrinha de lá. Ainda assim esperimentei ( quase) todos os pratos...

Nos despedimos e fomos para o hotel. Eu até arriscaria um Karaôke, mas...

Dia 10, Tóquio, embarque para Alemanha e para casa

No décimo dia Acordamos cedo e fomos tomar um belo café da manhã e resolvemos fazer um city tour para ver a cidade de cima. Ainda vimos a Torre de Tóquio, Tokyo Tower construída em 1958 e imita a Torre Eiffel, porém vermelha e com 333 metros. Vale subir nos seus observatórios, o primeiro a 150 e o segundo a 250 metros, para ver a cidade do alto. Seguimos até um shopping de marcas de design japonês, Kitte, para comprar uns incensos especiais e de lá vimos a Tokyo Station do terraço em cima.

Saimos andando até o Palácio Imperial, mas já estava fechado. Vai ficar na lista para uma próxima vez.

Almoçamos e partimos para o hotel, fechar malas.

Saimos de Roppongi a tempo de ver a inauguração da iluminação de uma das ruas para o fim de ano. Esta é toda em azul, com a Tokyo Tower ao fundo. Descemos a rua azul até encontrar nosso trem para seguir até o aeroporto.

Deixei para fazer comprinhas no aeroporto de Haneda que tem umas lojas ótimas e não precisaria ficar carregando mais pacotes durante o dia.

Chegamos por volta das 22h do 10 dia e nosso vôo seria às 1 hora da manhã. O aeroporto tem uma área com chuveiros e pagamos para dar um refresco e nos preparar para a viagem e isso nos ajudou bastante. A volta foi numa cia japonesa chamada ANA, e foi um voo bem difícil, as poltronas não reclinam NADA. Pense em seres completamente sem energia, que dormiram tarde e acordaram cedo e passearam o dia todo em Tóquio e embarcaram no outro dia? Pode imaginar que eu e marido chegamos por volta das 14 h em casa na Alemanha com o fuso e tudo (algo como 22 h Japão). Deixamos as malas na sala de casa e dormimos até as 10 horas do dia seguinte.

Combinar trabalho com turismo é possível, mas não posso dizer que é fácil. Mas deu sim para descobrir um pouco da cidade de Tóquio e Kyoto com seus templos e mundos tão distintos. Japão é um país que merece mais de uma visita de 11 dias corridos. Quem sabe consigo voltar?

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A gente vai gostar.

#Japão #Kyoto #Templos #SonairaDÁvila #SeuLugar #dicas #Tóquio

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