• Do Rio pra cá

Uma Olimpíada de possibilidades


Rio de Janeiro, Cidade maravilhosa! Nem sempre de verso e prosa. Mas que com essa energia circulando tudo acaba por se encaixar e achar o seu verdadeiro lugar. A verdade é que as especulações sobre as prioridades da cidade e do País não são diferentes a meu ver. Precisamos, sim, de investir na educação, no futuro e num eterno presente junto a uma urgente Reforma Política.

Na Suécia por exemplo a escolha foi não sediar os jogos para investir na educação.

Oi? E eles precisam? Pois... Isso resume as prioridades e a preocupação com um planejamento sólido.

Quando embarquei Do Rio pra cá rumo à Lisboa, me despedi no Rio de uma cidade nervosa, caótica e intolerante. Aqui estou eu de volta, vivendo esses dias intensos trabalhando no Rio durante as Olimpíadas, e isso me trouxe uma aceitação e orgulho ao ver a satisfação de inúmeros turistas valorizando a nossa cidade e o melhor o nosso povo.

A cidade está linda, quase tudo funcionando, coisas incríveis acontecem por todos os lados, a troca cultural é intensa.

Sim, podemos usar este momento olimpico que somos o foco mundial para nos questionarmos e realizarmos as mudanças. Na verdade a trilha é esta.

A voz é positiva independente de aclamarmos por mudança.

O esporte nos obriga a interagir, a respeitar, a agregar, a acreditar, a superar, a transformar.

Ele nos ensina a ser empáticos, a romper barreiras e quebrar limites. Diversos valores universais são resgatados a cada disputa. Não se aceita nenhuma forma de desonestidade ou agressividade.

O jogo deve ser "limpo".

O ESPORTE É educação.

Essa bandeira deve ser nossa, principalmente porque o esporte também é catalizador de formação.

Oferecer esse exemplo à uma nova geração que pode sonhar e mudar sua vida através do esporte é inquestionável e urgente, pois não temos ainda um sistema educacional exemplar, mas energia e talentos temos de sobra. Só basta agregarmos disciplina e determinação para um futuro assim como diversos países desenvolvidos fazem. Temos talentos mas não encontramos incentivo.

Grandes exemplos foram revelados ao cenário mundial e nacional, como o ex-ajudante de pedreiro e garçom, atleta brasileiro Maicom Andrade Siqueira, mineiro de 23 anos, medalha de bronze no taekwondo.

O NCAA órgão que regula o esporte americano universitário, lucra mais de 3 bilhões de reais anualmente, sendo o giro de capital superior a 7 bilhões de dólares em todas as modalidades. Valor superior a inúmeros clubes da divisão principal do Brasil. O esporte é além da formação psicológica, um verdadeiro caminho em resultados como o do formato americano, que faz bonito nas competições esportivas no mundo. O COB desde 2005 incentiva, financia e apoia o esporte universitário no Brasil, como a experiência da nadadora Alessandra Marchioro de 19 anos, que representa a PUCPR levando o nome da instituição para as competições no torneio universitário. Apesar da ação todo o sistema ainda é tímido e precisa de ajustes para abrangermos tamanha demanda nacional. Só na rede pública somamos mais de 53 milhões de estudantes carentes desta estrutura. Olha que só destaquei o ensino público.

Penso que o próximo passo é continuar a fomentar esse orgulho que muitos brasileiros deixaram invadir no seu coração, o entusiasmo é diferente e consciente.

Esse pode ser o caminho para lutarmos diariamente pelas palavras da nossa bandeira: ORDEM e PROGRESSO.

Sim, uma Olimpíada pode mudar um País!

Fotos de Leandra Benjamin

E o Rio continua lindo!!!!

#RiodeJaneiro #ÚrsulaCorona #Brasil

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