• Do Rio pra cá

Ser mulher no Brasil, México ou Argentina

Atualizado: 5 de Out de 2019


Acredito que os termos “machismo” e “feminismo” nunca estiveram tão presentes no vocabulário dos brasileiros, e mais do que isso, a consciência do que eles representam. como aqui na . Acredito que os termos “machismo” e “feminismo” nunca estiveram tão presentes no vocabulário dos brasileiros, e mais do que isso, a consciência do que eles representam. Minha caminhada tem sido feita tanto no México como aqui na Argentina, com essas palavras latentes dentro de mim, e querendo ou não, ambas tem sido base da minha percepção quando conheço e/ou observo uma nova cultura. Ser mulher no Brasil, México ou Argentina tem suas diferenças culturais.

Free image by Pixabay

Não sei se o fato de ser advinda de uma cidade com praia (Rio de Janeiro) tenha naturalizado a minha relação coma exposição do corpo no cotidiano. Pagar uma conta no banco usando chinelos, ir comprar pão na padaria usando um short curto, ir no mercado com um bikine debaixo do vestido sempre foram ações cotidianas minhas no Rio e que aqui fora, em certos lugares, não me sentí a vontade para perpetuar, já que os locais não comungam dos mesmos costumes. Na Cidade do México por exemplo, a questão é um pouco mais agravante. Já é sabido e aceito por todos que não é seguro que nenhuma mulher use saia acima do joelho em transportes públicos. Por quê? Porque podem passar a mão em você, ou te fazerem elogios descabidos e que você com certeza não vai apreciar. Sim, o machismo no México é algo muito presente e que se nota por debaixo de toda a capa de cavalheirismo também muito presente na maioria dos mexicanos. A linha é muito tênue entre uma coisa e outra. Eu mesma ainda tenho muita dificuldade entre distinguir um gentleman exacerbado de um mexicano que fere a feminista que mora em mim.

Foto: @ighelal

Abrir a porta do carro para a mulher, puxar a cadeira antecipadamente para que nos sentemos à mesa, a obrigatoriedade do homem sempre pagar o jantar ou o cinema, acender o cigarro de uma mulher são atitudes que os moçoilos de lá aprendem desde cedo como padrão de normalidade. Seja esta mulher sua irmã, sua amiga, sua mãe, sua namorada ou o crush que eles acabam de conhecer na balada. Em essência, por mais que as novas gerações estejam mudando esse esquema em passos de formiga, o meu resumo é que no México a cultura é patriarcal onde a última palavra de decisão é da mulher. Aqui na Argentina, pelo que pude notar, a coisa é bem mais parecida com o Brasil. Não só na liberdade maior de exposição do corpo através das roupas curtas, mas também no compartir de contas. Em proporção e estatísticas, aqui em Buenos Aires há muito mais casais onde a mulher também trabalha do que pude ver no México.

Não sei se o fato de serem mais politizados (inclusive do que os brasileiros), acho que nossos hermanos/as têm uma capacidade maior de questionar modelos de cultura mais retrógrados.

Assistí de perto todo o movimento nas redes sociais argentinas e marchas nas ruas porteñas de uma imensa quantidade de mulheres lutando bravamente pelo direito legal do aborto. O que denota claramente que não estão vivendo sob um regime politico super liberal, já que em sua última eleição a maioria escolheu um candidato de direita. Mas aí.. já seria enveredar por assunto de política.. o que seriam outros quinhentos...Vamos ficando por aqui e com esta consciência de que é ser mulher por aqui no Brasil, México ou Argentina. Temos um mundo imenso, né mesmo?

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#diferençasdecultura #Machismo #Feminismo #HylkaMaria #Arge #BuenosAires #México

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