• Dani Paiva

As minhas comidinhas irresistíveis pelo mundo

Atualizado: 28 de Dez de 2019


Adoro quando encontro um prato ou um lugar que doma meu paladar aventureiro. De repente, ganha espaço cativo na minha lista de dicas imperdíveis. E ainda vem com uma historinha afetiva para compartilhar. Um desses momentos que vale um capítulo gustativo. Como este aqui.

Fui buscar nas minhas fotos de viagem essas pérolas do sabor. Lembrei da primeira vez que comi Carciofi ala Giudia, a alcachofra frita que nasceu do encontro entre a cozinha judaica e os ingredientes italianos. Tornou-se uma tradição no charmoso Guetto.

De férias sozinha pela Itália há tempos atrás, aluguei um Airbnb no Guetto em uma tentativa de evitar o burburinho turístico e em busca de uma experiência mais local. Ah, sim, estadia em Roma também não era nada barato. E ali encontrei um bom preço e um apê inteiro só pra mim.

Primeiro me apaixonei pelo cheiro de pizza pela manhã, embalado em um aroma de molho de tomate fresco, de coisa bem feita. Confesso que só enfrentei a fila no último dia. Fui tomada por uma vergonhinha besta por não falar italiano e ter a impressão de que talvez fosse uma das raras turistas na área sem falar a língua. Ainda bem que os anos passam e esse tipo de vergonhinha adquire status de grande bobagem.

Logo fui seduzida pelos garçons limpando baldes de alcachofras na calçada da Via del Portico D’Ottavia debaixo de um sol de calor brazuca. Escolhi o último dos restaurantes enfileirados e com mais cara de tradicionalão.

Chama-se II Giardino Romano esse lugar que virou um pit stop obrigatório a cada visita à Roma. A alcachofra é limpa e fica sem as partes mais ásperas de suas pétalas e espinhos. Frita, desmancha ao menor toque e dissolve na boca, e tem uma crocância iningualável. Infinitamente melhor que um chips qualquer. Um troço dos deuses.

Abaixo, outras dessas delícias que encontrei na vida e entraram para o meu menu de visitas básicas pelo mundo.

Percebes na Cervejaria Trindade, em Lisboa, Portugal

Tem gente que vê aquelas garras de dragão do Percebes e se assusta. Presenciei caretas de nojinho, recusas sumárias. É bem verdade que o Percebes é tipo o caranguejo, o que se come é bem pouco para sua aparência. E haja sofrimento para catar os bichos, agarrados nas pedras embaixo da maré alta. Mas não é à toa que esse crustáceo está presente em restaurantes típicos de frutos do mar em Portugal e na Espanha. O sabor intenso e salgado da minhoquinha dentro da “perna” da pata de dragão combina lindamente com uma taça de vinho verde ou um copo de cerveja.

Ostras na KaDeWe de Berlim

Eu e meu tio somos parceiros de ostras na família. Quando viajamos juntos, procuramos um lugar que tenha a iguaria. É uma paixão compartilhada que resulta em um momento de proximidade, de papo, de troca. Diante das ostras, renovamos os votos de amizade maior que o sangue. De querer estar junto sempre sem precisar de regras para convivência. Nossa ostra-mania leva meu tio a indicar onde comer uma ostrinha aonde quer que eu esteja nesse mundo. O 6º. andar da KaDeWe guarda um dos melhores oyster bars que já fui, com uma variedade impressionante. Minha atual predileta é a francesa Gillardeau. Pra sentar, pedir um champagne, esquecer do bolso e se sentir deusa.

Suflê no Chez Philippe, em Paris

Essa é uma descoberta recente. Meu padrasto perambulava sozinho na sua caminhada diária e se deparou com esse bistrô simpático. Veja, ele é ultra seletivo. Não aceita, por exemplo, restaurante sem toalha na mesa e guardanapo de pano. Para ele, esses detalhes tradicionais são sinais de uma boa cozinha. Chegamos e pedimos o champagne da casa. Era a nossa última noite juntos naquela viagem, hora de celebrar. Veio uma marca que não conhecíamos, Devaux. Delicado, de pouca acidez, era o prenúncio de um jantar maravilhoso. O menu enxutíssimo privilegia os suflês. Escolhi o de frutos do mar, que veio com a leveza e a harmonia de um suflê executado com perfeição. Finalizamos com a estrela do cardápio, de Grand Marnier, em que se faz um buraco no meio para despejar o licor dentro como um vulcão ao contrário. E despejamos com vontade. Uma indecência altamente recomendável!

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