• Guiga Soares

Conhecendo Orvieto a partir de Roma em um bate-e-volta

Atualizado: Out 8


Orvieto fica no alto de uma monte rochoso. É muita conhecida também pelo vinho branco de suas vinícolas. ( Foto: Pixabay)

Viajar pela Itália é e sempre será uma delícia. E, quando você faz a sua base em Roma, é claro, que partindo dela existem inúmeras opções de passeio.


Fizemos essa opção para conhecer Orvieto a partir de Roma em um bate-e-volta. Ou seja, dá pra ir e voltar no mesmo dia. Tudo bem simples. Como outras cidades da Europa, a oferta de linhas de trens é enorme. O que ajuda e muito o turista.


Pegamos um trem cedo em Termini, a estação central de trens de Roma. Fizemos a escolha pela companhia Trenitalia e de uma linha regional. Assim, fomos curtindo a parada em cada uma das estações das cidades do trajeto. A viagem para Orvieto, cidade da região da Úmbria, dura cerca de 1h30. .


CIDADE DE ORVIETO CERCADA POR MUROS


Do alto, a vista é de tirar o fôlego. ( Foto: Acervo Pessoal)

Orvieto, como outras cidades da região, é cercada por muros de pedra e fica no alto de um monte rochoso. Tem um passado etrusco e romano. Do alto de sua colina, há uma bela vista de todas as terras plantáveis ao redor, principalmente, com as vinhas que produzem o conhecido vinho branco “Orvieto clássico”, que desde 1971 tem a o status de DOC (denominazione di origene controllata)


A estação de trem fica de frente para o funicular, trenzinho que leva até a parte alta da cidade. ( Foto: Acervo Pessoal)

A estação de trem é pequena. Do outro lado da rua, é preciso pegar um trenzinho, o famoso funicular, que leva as pessoas da parte baixa até a parte mais alta da cidade. De lá, um pequeno ônibus nos levou até a parte ainda mais alta.


Mas, precisamente, à praça onde está a famosa catedral que data do século 14. É exemplo da arquitetura tarde da Idade Média. Ficamos o tempo todo pensando como essa igreja pode ser construía há tantos anos, como esses imensos blocos de pedra chegavam ao topo desse monte rochoso.


A catedral do século 14 é exemplo da arquitetura medieval tardia. ( Foto: Pixabay)

O melhor de tudo é caminhar sem pressa pelas ruas estreitas de Orvieto. E, imaginar como era a vida nos tempos medievais. Há alguns cafés e lojas de souvenirs que exibem uma das artes mais conhecidas da cidade: a cerâmica pintada à mão. Pena que é difícil de carregar e transportar em uma mala. Pena mesmo! São lindas.

Adorei as cerâmicas típicas de região: são lindas. ( Foto: Acervo Pessoal)

UMA CIDADE DEBAIXO DE OUTRA CIDADE


Existe uma outra cidade subterrânea por debaixo das ruas e pequenas calçadas de Orvieto. São poços, tumbas e túneis que podem ser visitados. Dizem que são mais de 1200 tuneis. Mais uma vez, ficamos pensando como era o dia a dia naquelas cavernas escuras e úmidas. Muito interessante.


Resolvemos descer a pé até a pracinha onde está a estação do funicular. Não é um longo caminho. Pelo contrário: foi ótimo para conhecer uma pouco mais dessa cidade. Depois de quase meia hora, caminhando devagar, chegamos a um belo jardim público. Depois, descobrimos que foi a Fortaleza de Albornoz. Dá pra entender: de lá se tem uma vista geral de tudo o que acontece abaixo na planície.



Pegamos o funicular para descer e depois esperamos um pouco pelo trem de volta a Roma. Tudo sem complicação. Tivemos tempo de comer uma lanche bem gostoso e um café idem, como de hábito na Itália. Adoro café e o “espresso” italiano é maravilhoso.

Ainda há protocolos para a entrada de brasileiros na Itália. Mas, esse estranho ano de 2020 ou, como diz uma amiga, " esse ano que veio com defeito", vai passar.

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