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  • Foto do escritorMitzi Evelyn

Mudança para Londres, a despedida e ausência nos grandes momentos

Atualizado: 22 de mar.

Há quem diga que mudanças são uma delícia, e eu faço parte desse time. Mas, também há que diga que uma mudança, por menor que seja ou, grandiosa significa um pequeno pânico, e eu também faço parte desse time! Rs


Mudar inevitavelmente é abrir mão de alguma coisa. Talvez por isso seja tão difícil escolher mudar. A maioria das vezes somos levados a isso, o que dá um certo conforto porque é como se fossemos no automático, já a escolha, ah!... essa aí traz junto um turbilhão de emoções, incertezas, medos, tudo que estava ali acomodado e quietinho vem à tona num piscar de olhos. Essa é uma mera opinião pessoal, um desabafo mesmo de quem ainda está na reverberação de escolher mudar.


Passa sempre um filme na cabeça, mas como assim? Vou abrir mão de tudo que construí até agora? Péra lá, mas abrir mão de tudo por quê? Abrir mão tem um peso tão definitivo que parece que é mais uma punição do que sei lá o que, na verdade, tudo vai junto, na bagagem ou na saudade.


De fato a única definição e certeza é estar longe. A primeira ausência que eu senti mesmo desde a mudança foi umas duas semanas depois que cheguei, o aniversário do meu pai. Claro que eu só senti isso porque eu queria estar lá, dar um abraço e curtir a festa, e voltar depois pra cá. Mas essa é a hora que um oceano de distância torna tudo mais difícil.



Resolvemos de uma forma ótima, cantamos parabéns por vídeo chamada e tivemos um gostinho bom e de alguma forma poder participar da festa. Foi tão bom que repetimos no mês seguinte no aniversário da minha mãe. Nas duas vezes fomos dormir com a sensação boa de fazer parte daquele momento. Nem mesmo a conexão ruim nos impediu de estarmos juntos, apesar de.

Achei só simbólico como a vida vai desfocando , vai perdendo o contorno de algo que é tão vital para mim e focando no novo. Como na foto.


Estou há dois meses aqui em Londres e mais uma vez a saudade bateu aqui. Desta vez eu queria poder ter estado presente no casamento de uma amiga em Floripa.

Mas como faz para poder estar aqui e lá? Cadê o teletransporte?

Nesse caso, da cerimônia, não teve vídeo. Acompanhei de longe pelas redes, consegui dar likes e aí sim, ter a sensação de estar pertinho.



Acho que essas coisas a gente só pensa e sente quando acontecem mesmo, e tem

que ser assim se não, não damos um passo com medo de sentir e fazer falta.

Hoje é tão mais fácil com a internet, chamada de vídeo faz a gente parecer tão perto que deixa tudo bem mais fácil.

E conforta o coração!!!


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