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  • Foto do escritorGuiga Soares

Nem só de cerveja vive a Alemanha


Quando as pessoas pensam na Alemanha, pensam sempre em cerveja. Claro não deixa de ser verdade. O país tem cerca de 1200 cervejarias e mais de 5.500 marcas. É o maior fabricante de cerveja da Europa.


O território alemão também é pródigo na produção de vinhos. Existem 13 regiões que remontam a ocupação romana iniciada lá pelo século II AC. Grande parte da produção está no estado da Renânia-Palatinado, no oeste do país, onde estão 6 das áreas produtoras.


Apesar de existir muitos rótulos de vinho tinto, o carro-chefe da produção ainda é o vinho branco, principalmente, da variedade de uva Riesling. Hoje, até os espumantes de origem alemã ganharam espaço no mercado e nas prateleiras de lojas especializadas e supermercado.


Nessa parte do país, existe a “Weinstrasse”, rua ou rota do vinho, perto da fronteira com a França. São 85 km de extensão repletos de plantações e vinícolas de todos os tamanhos em ambos os lados da estrada.

Eu já fiz esse passeio. Muito lindo ainda mais se der para pegar o por do sol. Não é demais dizer que parece cenário de filme salpicado aqui e acolá de cercas e de flores que são colocadas perto do parreiral para atrair os insetos que podem prejudicar a plantação.

No entanto, não poderia deixar de citar outro item importante. Pois é, minha gente, a culinária alemã é repleta de muitas opções de docinhos, bolos e tortas. Me faltaria espaço para descrever todos que vi e que com muito esforço tive que deixar nas vitrines e nos cardápios.


Afirmo, é difícil resistir a tanta oferta. Um detalhe que acho importante ressaltar: eles são menos doces do que os portugueses, os americanos e os brasileiros. Por outro lado, costumam ter mais cremes, recheios, caldas e coberturas.


Essa lista não tem só do famoso “apfelstrudel” (foto de abertura), que de origem austríaca, ocupa os menus com sua delicada massa folheada e recheada de cubos de maça, canela e passas. Algumas receitas também podem conter pinhões, nozes ou amêndoas.

A maça também é o ingrediente da “apfelkuchen” (foto acima), um bolo meio torta com massa mais densa e mais molhadinha. As fatias servem como uma refeição. Bom demais.

Há também o famoso ”dampfnudeln”, ( foto acima) um bolinho de massa fofa e doce com calda de baunilha e típico do sul, que passei a conhecer nessa última temporada alemã.

Sem falar nos sorvetes (foto acima e abaixo). Não sei se pela influência da culinária italiana ou turca, há uma gama imensa de ofertas de sabores. Pode-se escolher desde os tradicionais – vanila, morango, chocolate – até as taças que misturam sabores com tops de cremes variados.

Volto a dizer, é preciso resistir. Tudo o que comi – acompanhe as fotos – era delicioso.


Fotos: Acervo Pessoal


Guiga Soares é brasileira e vive entre o Rio, Mannheim (Alemanha) e Lisboa (Portugal). É jornalista - formada pela PUC-RIO - com pós-graduação em Marketing, escritora, relações públicas e produtora de eventos. Atualmente, se dedica ao mundo dos contos e crônicas. Em 2023, lançou seu primeiro livro "Um Golpe na Sorte" pela editora Bandeirola de São Paulo.


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