• Guiga Soares

O Theatro Municipal do Rio virtual

Atualizado: Set 1


Foto: Theatro Municipal do Rio de Janeiro / Divulgação

São 110 anos reinando soberano na Cinelândia no Centro do Rio. São 110 anos de grandes espetáculos. São 110 anos de muita história. O Theatro Municipal do Rio de Janeiro - assim mesmo, com a letra “h” como está na sua fachada – inaugurou nesse mês de junho uma vista virtual aos seus espaços.


Conhecer o teatro por dentro só era possível através de um tour que dura 45 minutos. Ele sempre foi um dos atrativos do espaço. Antes da pandemia, eram, pelo menos, 600 pessoas por semana e, às vezes, 3 mil ao mês. Portanto, essa possibilidade de acessar a parte interna sem sair de casa é uma grande oportunidade para todo mundo conhecer a magnitude e a beleza do lugar.


O percurso da visita virtual é guiado pela mediadora Diana Fagundes que trabalha no Theatro Municipal desde 2018 e que já integra a equipe de guias. O link é esse acima.

Salão Assyrio e a mistura de estilos dos povos da Mesopotâmia ( Foto: Theatro Municipal RJ)

A visita virtual começa pelo belíssimo salão Assyrio, palco de festas e bailes memoráveis. Sua decoração ímpar é resultado da mistura de estilos persas, assírios e babilônicos. Enquanto era um cassino, foi testemunha de apresentações de grandes nomes da música brasileira, como Pixinguinha e seu grupo “Os Batutas”. Hoje em dia, é usado como restaurante e espaço de eventos.

As belas colunas e escadarias da entrada. (Foto: Guiga Soares)

Depois, segue pela sala de espetáculos, escadarias, hall de entrada, foyer do balcão nobre. Termina nas belas varandas laterais da Avenida Rio Branco. O tour também poderá ser acessado em inglês.


VISITA VIRTUAL QUE NOS LEVA AO INÍCIO DO SÉCULO PASSADO

As escadas internas do teatro ( Foto: Guiga Soares)

Inaugurado em 14 de julho de 1909, pelo então presidente da República Nilo Peçanha, o Theatro Municipal é considerado um dos mais importantes palcos da América do Sul. Foi inaugurado como parte da modernização do espaço urbano da cidade.


No início do século 20, depois da abertura da Avenida Rio Branco, antiga Avenida Central, o Rio de Janeiro foi ganhando ares de uma cidade europeia. A arquitetura do teatro foi inspirada na Ópera de Paris. Hoje, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro abriga a orquestra sinfônica, o coro e o corpo de ballet.


Passaram pelo palco do Theatro Municipal, entre outras celebridade: as cantoras Maria Callas e Bidu Sayão, a atriz Sarah Bernhardt, os maestros Arturo Toscani, Igor Stravinsky e Heitor Villas-Lobo, o ex-presidente americano Barack Obama em março de 2011 em visita oficial ao Brasil e o Papa Francisco em 2013 por conta da realização da JMJ (Jornada Mundial da Juventude).


MINHA HISTÓRIA DE ADOLESCENTE NO PALCO DO THEATRO MUNICIPAL


Imaginar que já me apresentei nesse palco. (Foto: Guiga Soares)

Como já contei por aqui, tive uma infância de poucas oportunidades de lazer. A família vivia com dificuldades. Mas, por outro lado, tive chance de conhecer alguns espaços importantes da cidade.


Já falei também que como era a neta mais velha fui "adotada" por duas tias que não tiveram filhos. "Adotada" no sentido de poder passear com elas, de ganhar lanches da tarde na Confeitaria Colombo, de ir ao Museu Nacional. Tive algumas chances a mais do que os outros sobrinhos que viriam depois. Eu adorava os programas. As duas foram minhas madrinhas. Uma está viva aos 102 anos.


Assim, conheci bem pequena o Theatro Municipal. Eu o achava enorme. Achava que era um castelo. Me impressionei muito. Muito tempo depois, já na adolescência, eu fazia parte do coral do meu colégio, Pedro II, e me apresentei no palco do teatro. Me controlei muito para não tremer e errar as notas. Emocionante. Esse fato era impensável quando o conheci pela primeira vez.


Lá, retornei inúmeras vezes para espetáculos de dança, de música e da orquestra sinfônica. Perdi a conta. Em 2004, tive a honra e alegria de produzir e coordenar o evento e show de lançamento da novela da TV Globo “Senhora do Destino, de Aguinaldo Silva, no mesmo palco. Mais emoção ainda. Como não amar esse lugar?


Você curte esses passeios virtuais por museus, teatros? O que acha? Veio pra ficar? Ou acha que foi só um boom por conta da pandemia?

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