• Guiga Soares

Vem pro Rio? 10 dicas para curtir como carioca a cidade


O visual que não cansa a visão (Foto: Pixabay)

Como cariocas da gema ou cariocas por adoção, o time do “Do Rio pra cá”, resolveu destacar 10 pontos que podem fazer de você um carioca, mesmo que de passagem, mesmo sem ter nascido por aqui.

São 10 dicas (claro, que existem muitas outras) para curtir o Rio como carioca. Quem sabe, podem ajudar a cada um de vocês a curtir a cidade da mesma forma que aqueles considerados verdadeiramente cariocas a curtem. E, a amam!


A palavra carioca vem do tupi. Batizou o Rio Carioca que nasce na Floresta da Tijuca e deságua na baía da Guanabara. Foi o principal fornecedor de água potável durante boa parte da existência do que hoje é considerado o município do Rio de Janeiro. Atualmente, a maior parte do seu curso é subterrânea. Apenas no Largo do Boticário, que fica no bairro do Cosme Velho, e na Praia Flamengo ainda é possível ver parte do seu leito.

VOCÊ NÃO PRECISA TER NASCIDO NO RIO. PRECISA GOSTAR DE "SER CARIOCA".


Veja abaixo a nossa lista.


1. Almoçar na Confeitaria Colombo do Centro

2. Apreciar o por do sol na praia do Arpoador

3. Caminhar pela zona portuária e visitar o Museu do Amanhã, o AquaRio e a roda-gigante Rio Star

4. Comer biscoito Globo com mate na praia

5. Comer comida nordestina e curtir o forró na Feira de São Cristóvão

6. Curtir o fim da tarde no Forte de Copacabana enquanto as luzes da orla são acesas

7. Dançar no “Baile Charme” debaixo do viaduto de Madureira

8. Passar o Réveillon na praia de Copacabana

9. Passear no Jardim Botânico

10. Visitar ou ir a um jogo de futebol no Maracanã


Confeitaria Colombo, um patrimônio carioca ( Foto: Guiga Soares)

1. Almoçar na Confeitaria Colombo no Centro

Em 2019, a Confeitaria Colombo completou 125 anos de existência. Pode parecer mentira, mas não é! Foi fundada em setembro de 1894 por dois imigrantes portugueses. Até hoje, conserva o estilo Belle Époque com espelhos altos e vitrines arredondadas recheadas de doces tradicionais, como o pastel de nata. Eu adoro o “mil folhas” de creme.


A rua Gonçalves Dias, onde a confeitaria está, é estreita e calçada por paralelepípedos como tantas outras ruas históricas do Centro. A confeitaria foi um local de reunião de intelectuais, como Rui Barbosa, Chiquinha Gonzaga e Olavo Bilac no início do século 20. É viajar na história do Rio.


Na hora do almoço, você pode optar pelo cardápio original ou pelo bufê que inclui muitas saladas e pratos diversos. Outra sugestão é o famoso chá da tarde. Como prática comum de tantos outros tantos cafés conhecidos do mundo, a Confeitaria Colombo tem uma lojinha com produtos da casa e objetos com sua tradicional logomarca dourada. Charme vintage nesse Rio de Janeiro contemporâneo.


Vista do por do sol no Arpoador (Foto: Guiga Soares)

2. APRECIAR O POR DO SOL NO ARPOADOR

Já é tradicional: nos dias de verão ensolarados a turma se reúne na praia e na calçada do Arpoador para ver o sol cair por trás do Morro Dois Irmãos. É um espetáculo! Tem dia até que as pessoas aplaudem efusivamente. Ele vai caindo devagarinho e deixando o céu avermelhado. Essa luz invade rostos e corpos que esperam que o sol desapareça na companhia de um copo de cerveja ou de água de coco.


AquaRio, um point na zona portuária da cidade ( Foto: divulgação)

3. CAMINHAR PELA ZONA PORTUÁRIA E VISITAR O MUSEU DO AMANHÃ, O AquaRIO E A RODA-GIGANTE RIOSTAR

Depois da inauguração da nova área portuária em 2016 para os Jogos Olímpicos Rio 2016, a cidade ganhou mais um espaço de lazer e de passeio ao ar livre. O Museu do Amanhã e o AquaRio, que já eram motivo de visita à nova região do porto do Rio, ganharam recentemente a parceria da maior roda-gigante da América Latina, a RioStar.


Do alto dos seus 88 metros de altura, você pode apreciar o Pão de Açúcar, a ponte Rio-Niterói, o Cristo Redentor, o relógio da Central de Brasil e muitos outros locais da cidade. Vale a pena acompanhar as atrações, datas de funcionamento, preços e tipos de ingressos pelo site de cada atração. Outra sugestão é fazer o trajeto no VLT (veículo leve sobre trilhos) que corta boa parte do centro do Rio e leva a todas as 3 dicas.


4. COMER BISCOITO GLOBO E BEBER MATE NA PRAIA

Esse item é um clássico carioca. Podemos até chamar de “iguaria carioca”. Todo mundo curte. Todo mundo sabe que é a cara da cidade. A história do Biscoito Globo vem dos anos 1950 do século passado. Três irmãos de São Paulo trouxeram para o Rio essa receita com polvilho que acabou se tornando um ícone e patrimônio cultural cariocas.


A entrada do Centro de Tradições Nordestinas em São Cristóvão (Foto: Visit Rio)

5. COMER COMIDA NORDESTINA E DANÇAR FORRÓ NA FEIRA DE SÃO CRISTÓVÃO

Tudo começou em 1945. Trabalhadores ou retirantes nordestinos, em geral, ligados à construção civil ocuparam esse espaço no Campo de São Cristóvão, na zona norte da cidade. Programavam festas e encontros informais com música e comida típicas. Lá, se encontravam com mais e mais nordestinos que vinham tentar a sorte no Rio de Janeiro, então capital do país.


O local era conhecido como “Feira dos Nordestinos”. Hoje, o ex-pavilhão de São Cristóvão, chama-se Centro Municipal Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas por decreto da Prefeitura do Rio em 2003. Atrai turistas nacionais e internacionais. Comida, artesanato, shows e apresentações fazem a festa e a alegria de quem por lá vai. É o Nordeste em meio ao Rio de Janeiro.


Café do Forte, Copacabana, para curtir as luzes da orla (Foto: Divulgação)

6. CURTIR O FIM DE TARDE NO FORTE DE COPACABANA ENQUANTO AS LUZES DA ORLA SÃO ACESAS

A dica aqui é caminhar ou passear pela lateral do forte que dá de frente para a orla de Copacabana. E, esperar o cair da noite. Espetacular! Pouco a pouco as luzes da orla vão sendo acesas e formam um colar de pérolas iluminado.

Lá embaixo, as ondas batem na areia, os pescadores do cantinho perto do Clube dos Marimbás recolhem seus barcos e a turma da boa forma corre, pedala ou, simplesmente, caminha pelo calçadão. Melhor ainda é lanchar ou tomar um café no Café do Forte, filial da Confeitaria Colombo.


A fortificação foi inaugurada em setembro de 1914 pelo presidente Marechal Hermes da Fonseca. Ocupa cerca de 114 mil m². Faz parte na História do Brasil. Entre 2 a 6 de julho de 1922, foi cenário do movimento chamado “Dezoito do Forte”. O forte, além disso, tem muitas atrações que podem compor melhor esse programa. A visita é paga. Os ingressos são comprados na entrada do forte.


7. DANÇAR NO BAILE CHARME EM MADUREIRA

O subúrbio de Madureira é muito citado na música e na cultura suburbanas da cidade. Sonoridades diferentes encantam há tempo, e foram, inclusive, incorporadas às canções de artistas que não faziam parte desse grupo.


Além da presença das escolas de samba da Portela e do Império Serrano, há anos o bairro vem fazendo também história com a presença do “Baile Charme”.


A área debaixo do viaduto Negrão de Lima foi ocupado pelo movimento black music, segundo pesquisas, desde os anos 70. Em 2013, foi declarado pela Prefeitura do Rio como espaço oficial do baile.


8. PASSAR O RÉVEILLON NA PRAIA DE COPACABANA

Isso sim é tradição de carioca e também daqueles que assumiram a cidade como sua, nem que seja como turista: passar a virada do ano novo nas areias e na orla de Copacabana. Mesmo com a montagem de palcos em outras localidades, como Barra da Tijuca e Niterói, na área metropolitana do Rio, a festa de Copacabana é imbatível. Os shows programados para o evento já receberam grandes artistas nacionais e internacionais, como por exemplo, Rod Stewart em 1994.


Os fogos de artifícios ficavam enterrados na areia até alguns anos atrás. Depois de um grave acidente, a partir do réveillon de 2001/2002 os fogos passaram a ser colocados em balsas que ficam ancoradas no mar de Copacabana. A festa é considerada o maior réveillon do mundo pela quantidade de pessoas presente na orla, nos hotéis e nos apartamentos do bairro.


Já estive nessa festa várias vezes. Fiz parte da equipe de produção responsável pelo evento outras tantas vezes. Acredite, é sempre emocionante. No Réveillon de 2019 para 2020, as autoridades municipais estimaram que 2,9 milhões de pessoas estiveram nas areias e na orla do bairro.


Alameda com as famosas palmeiras na entrada do Jardim Botânico (Foto: Pixabay)

9. PASSEAR NO JARDIM BOTÂNICO

Esse é mais um dos espaços do Rio de Janeiro que remonta a permanência da Coroa Portuguesa na cidade. Em 1808, o futuro rei Dom João VI, em nome da rainha-mãe Dona Maria I, toma para a Coroa uma área perto da atual Lagoa Rodrigo Freitas.


A ideia foi criar um jardim para aclimatar plantas de especiarias que vinham das Índias Orientais e também uma fábrica de pólvora. Desde lá, o Jardim Botânico se transformou nesse programa de passeio e de pesquisa extraordinários. É muito conhecida e disputada a exposição de orquídeas que acontece todos os anos na época da florada. Não deixe de ir à lojinha dos “Amigos do Jardim Botânico” com muitos itens de design de muito bom gosto. Além disso, há um café charmoso dentro do parque. Café da manhã de domingo por lá é maravilhoso.


Maracanã em dia de visita (Foto: Guiga Soares)

10. VISITAR OU IR A UM JOGO DE FUTEBOL NO MARACANÃ

Quem nos acompanha por aqui, sabe do meu encantamento pelo Maracanã, ou melhor, estádio Jornalista Mário Filho. Frequento o local desde pequena. Acho que tinha 4 ou 5 anos quando fui pela primeira vez. É o que lembro. Talvez, tenha sido levada pelo meu pai e tio até antes disso. Eles eram amantes do futebol e como minha avó morava em São Cristóvão, ir ao estádio era um programa de domingo.


Além disso, trabalhei em diversos eventos que foram realizados no local. Só para lembrar alguns: Jogos Olímpicos Rio 2016, Copa do Mundo da Fifa em 2014 e Jogos Pan-americanos em 2007. E, também, fui a vários shows realizados por lá: Madonna, Sting, Rock in Rio, etc etc.


Hoje, há um tour guiado que leva os visitantes a vários locais do estádio, inclusive ao vestiário e ao campo. Se quiser saber mais, clica nesse link anterior. Quanto aos jogos de futebol, o Campeonato Carioca recomeça agora em janeiro. Vale a pena conferir a tabela através dos links dos principais veículos da mídia esportiva.


A bela paisagem do Rio em dia de verão (Foto: Pixabay)

UMA AMERICANA APAIXONADA PELO RIO ESCREVE UM LIVRO SOBRE O TEMA


Em 1991, Priscilla Ann Goslin, nascida em Minnesota, Estados Unidos, escreveu o livro “How to be a carioca”. Na época, foi um best-seller. Foram vendidas 120 mil cópias. Em 2017, foi lançada a 33º edição e foi um novo sucesso.


Até hoje, o livro ainda funciona como um guia para se compreender e se comportar como um carioca. Acredito que deixou de ser apenas um manual de turismo e de dicas de passeios. Passou a ser uma visão organizada das características que envolvem o “ser carioca”, os programas e os locais que fazem do Rio essa cidade maravilhosa que todos gostam de gostar.


Mesmo tanto tempo depois, o espírito de quem mora aqui continua o mesmo, com aquele senso de humor, criatividade e irreverências imbatíveis”, disse certa vez a escritora americana que adotou a cidade há mais de 30 anos. Faço minhas as palavras dela mesmo sendo carioca da gema nascida no subúrbio de Triagem, zona norte do Rio.


“Para ser carioca

Não é necessário ter nascido no Rio

Basta ser “cobra criada”

Tão somente ser gente boa”

(Clóvis Oliveira Cardoso, "Rio da minha vida")


Conta pra gente o que você achou da nossa lista. Tem muita mais dicas de passeios, atrações e locais que fazem do Rio de Janeiro essa cidade encantadora mesmo em momentos delicados. Faz o teste e descubra quantos dessas dicas você já curtiu.


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