• Sonaira D'Ávila

Os 2 maiores mistérios de Munique


Subi na St. Peter para tirar essa foto: uma vista inigualável da Frauenkirche, Virgem Maria (Foto: Sonaira D' Ávila)

Quem me segue sabe que adoro mistérios. Pois vou revelar os 2 maiores mistérios de Munique a capital da Bavaria.  Às margens do rio Isar, München é a terceira maior cidade da Alemanha, eine Grosstadt, com cerca de 1,6 milhão de habitantes. Foi destruída pela metade durante a Segunda Guerra Mundial. Posteriormente, foi reconstruída como era originalmente nos anos 1800. Alguns dos seus edifícios emblemáticos retomaram a forma do século 19.


Hoje, é uma cidade com uma arquitetura impressionante e uma vida cultural vibrante além de ter sido eleita em 2018 como a melhor cidade para se morar no mundo. É em Munique que se encontra a maior cervejaria do planeta, a Hofbräuhaus, e o maior festival de cerveja do mundo, o Oktoberfest que em 2020 começa às 12h00 do dia 19 de setembro.

E, como toda grande cidade, Munique ou München, como se diz por aqui, esconde alguns segredos curiosos. Vou dividir com vocês os meus dois preferidos:


A beleza das torres da catedral de Munique, Frauenkirche, é um dos pontos turísticos da cidade. (Foto: Guiga Soares)

1. O MISTÉRIO DA PEGADA DO DIABO NA FRAUENKIRCHE


Frauenkirche (Nossa Senhora Bendita) é mais do que um ponto turístico e cultural da cidade. A catedral de Munique, que fica bem no centro da capital, possui um dos maiores segredos locais: a  pegada do diabo. 


O que se conta por aqui é que quando o arquiteto Jorg von Halspach estava levantando fundos para construir a catedral em 1468 teve muitas dificuldades financeiras. Como ele não conseguia os recursos,  acabou fazendo um acordo com o diabo.


Interior da Frauenkirche

O pacto era que o arquiteto receberia o valor necessário para a construção. Em troca, deveria dedicar o templo às trevas sem construir janelas que permitissem a entrada de luz.

Após o termino da obra, o diabo foi conferir se o acordo havia sido cumprido. O arquiteto o recebeu logo na entrada principal da igreja, onde há a tal pegada. É muito interessante. Quando colocamos o pé sobre ela, ficamos na exata posição em que não é possível ver nenhuma das janelas da igreja.


Diz a lenda, detalhada em pôsteres na própria Frauenkirche, que a pegada foi deixada ali pelo diabo que entrou na igreja. Curioso e com raiva daquela bela construção, de repente ele começou a dar gargalhadas e disse que uma construção sem janelas não tinha nenhuma utilidade.


Essa é a famosa pegada do diabo que está no chão da catedral. (Foto: Sonaira d' Ávila)

Em grande felicidade, ele bateu o pé no chão e deixou ali a pegada escura. Porém, logo que deu o próximo passo, ele pode ver as grandes vidraças da catedral. Se sentindo derrotado e numa explosão de raiva, se transformou em vento e tentou derrubar a igreja. Mas, sem sucesso. Desde esse dia, há sempre um vento ao redor das torres da catedral.


No piso da área de entrada sob o coro da igreja, há essa impressão de uma pegada de uma sapato que pode ser vista da calçada. Há, na parte de trás dessa pegada um esporão bem no calcanhar. Outro detalhe que fortalece a lenda, de 1622 a aproximadamente 1860, a janela central também não podia ser vista. Estava coberta pelo enorme altar-mor da Renascença com a gravura da Assunção de Maria de Peter Candid.


Mistérios a parte, não se sabe quando essa história começou. Ou, como foi passada de geração em geração até chegar aos nossos dicas.

A igreja vem sendo restaurada constantemente ao longo dos séculos. Não se sabe, por exemplo, se a pegada surgiu durante uma dessas inúmeras restaurações.

Mas, o que posso garantir é que o diabo calça 43.


2. O MISTÉRIO DO SINAL DE BOA SORTE DOS LEÕES DE RESIDENZ


Os famosos leões do Residenz em Munique. (foto: Sonaira d'Ávila)

Saindo da Frauenkirche em direção a Odonplatz passamos em frente ao Residenz, palácio construído no século 16, com os seus famosos leões verdes na entrada. Símbolo da família real desde o século 13, o Leão da Bavaria ornamenta a fachada do palácio, Residência dos Reis da Bavária. Ali em frente, ficam os 4 leões verdes de bronze, cada um portando um emblema e com pequenos leõezinhos de focinhos dourados.


São 400 anos com pessoas que passam pelo local e colocam as mãos nos leões. Dessa forma, as pessoas, moradores e turistas, vão polindo os focinhos dos bichos diariamente. Eles reluzem ao sol do dia.

Eu não perdi a oportunidade para passar a mão no leão e fazer meu pedido. (Foto:Ricardo Eche)

Segundo, conta a lenda, cada um desses 4 leões do Residenz atendem a um pedido diferente:

  • O primeiro, da esquerda para direita de frente para o portão, atende a casos de amor.

  • O segundo trata das questões ligadas ao dinheiro.

  • O terceiro cuida de pedidos sobre a saúde.

  • O quarto se ocupa de assuntos referentes à prosperidade.  

Ainda segundo a lenda, os pedidos só serão  atendidos se você  tocar em, no máximo, 3 dos leões.

Eu, que me considero semi-local, já passei por lá. E, posei para a foto que está aqui no post. Escolhi o leão da prosperidade, o de número 4.

Uma dica vá com calma. Tenha cuidado para não exagerar e acabar sem conseguir nada.

Mas de onde vem essa lenda?


Conta-se na cidade, que um jovem estudante de Munique escreveu uma carta criticando o indecente escândalo do Rei Ludwig I, no século 19, com Lola Montez, uma dançarina irlandesa. O jovem com raiva pregou a carta na porta do Residenz. E, é claro, foi capturado pelos guardas da corte. O rei ficou impressionado com a  ousadia  do rapaz e acabou o perdoando. De tanta felicidade o rapaz saiu correndo tocando os focinhos do leões.


Desde então, tocar nos focinhos é sinal de  sorte.

Pra mim, estes são os 2 maiores mistérios daqui de Munique...


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Até!!!!





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