• Guiga Soares

Esse Rio meio parado no ar é muito estranho: só meditando mesmo


Me colocando em modo meditação e pensando no Rio. ( Foto: Pixabay)

Essa parada forçada por causa da pandemia do coronavírus vem me levando a refletir sobre muita coisa. Com certeza, não é somente comigo que isso está acontecendo.


Pra mim, que estou acostumada para caminhar. E, ver a orla cheia de gente correndo, pedalando, caminhando, enfim, vivendo como um ou uma carioca, é estranho demais saber que ali pode ter alguém com o vírus e, pior, não saber. Me intriga! Nos últimos dias, as pessoas voltaram a sair às ruas. Saíram para desafiar o vírus.


Há um silêncio estranho, diferente, mesmo pra quem insiste em sair às ruas. Parece um silêncio do medo, da apreensão. Silêncio de quem pensa: “o que será que vem por aí ?”


Arpoador num domingo nublado: dá pra acreditar? Se bem que quando fez sol, o povo voltou às ruas!( Foto: Gabriela Almeida)

Esse Rio meio parado, meio desafiador, tem me feito pensar mais ainda se essa fase não é uma oportunidade de viajar mais pra dentro de mim mesma. Estou em isolamento social. Só saio para ir ao mercado 1 ou 2 vezes por semana.


Assim, tenho mais tempo para pensar. Acho que no dia a dia costumeiro, fica mesmo difícil parar para refletir sobre qualquer coisa ou para desacelerar a mente.


TECNOLOGIA E MEDITAÇÃO


Só meditando mesmo! (Foto: Pixabay)

Hoje em dia, temos uma forte aliada que se não for bem administrada nos suga mais ainda: a tecnologia. No rastro dela, vem a internet, as redes sociais, os aplicativos de bate-papo, as compras on line, os filmes e as músicas por streaming. Acho tudo ótimo, mas se não me policiar me perco. Tem um monte de informação, de novidade e de séries ótimas!


É verdade que nesses dias de isolamento acabo acessando mais a internet. É normal, é necessário, é prudente. E, não sou só eu. Quem não fazia compras, por exemplo, nos sites dos supermercados agora está fazendo. Muita gente está perdendo o medo da comunicação e da interação virtuais. É o jeito!


Daí, que se não há o hábito de meditar, nem que seja por 5 minutinhos, a situação fica pior ainda. Estou tentando retomar essa rotina. Acabei perdendo o hábito por várias circunstâncias da vida. Essa fase de pandemia tem servido pra isso também: me lembrar o benefício da meditação.


O MUNDO QUE PAROU ANTES DA GENTE


Um mundo ao mesmo conectado e isolado. ( Foto: Pixabay)

Pra mim, que atualmente trabalho on line, como muitos profissionais ao redor do mundo, o desafio é maior ainda. Se eu não me policiar passo o dia escrevendo, postando, estudando, lendo muito e trocando ideias com um monte de gente. Pra começar, troco ideias com o nosso time do blog que está espalhado, principalmente, pela Europa. E, depois porque minha família materna vive fora do Brasil: parte vive em Santo Domingo, República Dominicana, parte na Espanha.


Fora isso, tenho amigos pelo Brasil e por outras partes do mundo também. São grupos e mais grupos. Sempre estão em contato. Sempre têm histórias para contar, para compartilhar. Ainda mais, agora com essa pandemia da Covid-19.


Por causa desse contato externo, fiquei a par antecipadamente de tudo que vinha acontecendo, principalmente em Roma, Barcelona, Lisboa e Paris. Minhas amigas foram me contando diariamente como por lá a vida ia parando a cada dia, a cada decisão das autoridades sanitárias, a cada avanço doença.


Na França, minha amiga Fabi pedala por quase uma hora todos os dias, nesse momento, antes das 10:00 da manhã, numa floresta perto da casa dela. Nesses 60 minutos, aproveita para passar no mercado e pronto: volta pra casa. O governo francês restringiu a saída à rua entre 10 e 19:00. Na Itália, outra amiga, Polly, já não saia de casa há 20 dias. Saiu essa semana também para fazer compras.


Por lá as pessoas também foram passando da incredulidade ao medo da morte. De início, levaram um susto quando a ordem de um rígido isolamento social foi imposta. Afinal, esperavam a chegada da primavera no mês de março.


Esperavam o mês que marcaria a fase de renascimento depois da vida reclusa dos dias mais frios do inverno. A primavera marcaria o momento para todos se reencontrarem nas ruas, bares e parques. Marcaria a volta da vida com flores, com cores e com sol. Mas, não foi isso que aconteceu. Pelo contrário, a recomendação foi: “fiquem em casa”! O mundo é outro! Como bem escreveu nossa amiga, Sonaira d"Ávila no seu post: "Em março de 2020, o mundo viajou!"


NOSSA VIDA MUDOU


A vida de todos nós mudou mesmo. (Foto: Pixabay)

A vida mudou completamente para a Europa, para a Ásia, para o EUA e está mudando também para nós cariocas e brasileiros. As relações sociais, comerciais, de trabalho, de estudo, enfim, tudo mudou. Li um artigo ótimo, que está nesse link, da revisa Nature. Nele, cientistas perceberam uma redução do barulho sísmico por causa da diminuição da atividade humana devido às mudanças e à paralisação provocadas pela pandemia do Coronavírus. A Terra parando?! Assustador!


Eu fico por aqui. Já meditei hoje. Já fiz Pilates on line. Agora, preciso ouvir um pouco de música. Vamos ficar em casa. Vamos viajar para dentro de nós. É o que tenho feito. É o que acredito. Quanto mais adaptação a esse momento, melhor vamos chegar ao fim dessa pandemia. E, mudados. Vai passar! Acreditem!


Continuem a seguir o nosso time pelo Facebook e pelo Instagram. Todos os dias, há histórias, há relatos de como cada uma está levando e se adaptando a esses dias de Covid-19!

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